Família Bezerra

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Vários integrantes da família Bezerra, pertencentes a diversos ramos, como os Bezerra de Araújo, Bezerra Cavalcanti, Bezerra de Melo, Bezerra de Menezes, Bezerra do Vale e Bezerra Monteiro assinalaram seus nomes na história nacional, especialmente protagonizando a política nordestina. O sobrenome é usado há séculos, havendo, inclusive, quem defenda a tese de que remonta ao povo celta, antigos habitantes do norte da península ibérica.

Para alguns estudiosos, a longa história da família Bezerra descarta a possibilidade de que o tronco principal tenha origem judaica, mas os matrimônios com famílias de cristãos-novos originaram novos ramos que remontam inclusive a sefarditas, como o caso dos Bezerra de Menezes. Já outros pesquisadores apontam que o sobrenome pode sim remontar aos judeus, a partir da releitura da palavra BeZeRRa, que em Deuteronômio 3 aparece como BeZeR e que veria do Hebraico bTzur, que significa rocha ou canto.

Há documentos que registram o sobrenome ainda no século XII, no reino da Galícia (Galiza), uma das atuais 17 comunidades autônomas da Espanha que abrange as províncias de Lugo (onde acredita-se que a família tenha surgido), La Coruña, Pontevedra e Orense. Galícia é muito famosa pela sua capital, o importante centro cultural e universitário de Santiago de Compostela, tradicional destino de peregrinação desde a Idade Média devido ao túmulo do apóstolo Tiago.

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Durante a baixa Idade Média, a Galícia foi controlada por poucas famílias nobres e o clero, dentre elas os Bezerra. Contudo, no fim do século XV, na disputa entre Joana de Portugal e Isabel, a Católica, da Espanha, os galegos tomaram o partido de Joana, que acabou derrotada. Em represália, Isabel estabeleceu uma série de sanções à Galícia, dentre as quais a proibição do uso do galego nos documentos oficiais. O revés levou grande parte dos Bezerra a migraram para Portugal.

O primeiro Bezerra de que se tem notícia na corte portuguesa foi D. Afonso de Melo Bezerra, fiel escudeiro da rainha Izabel (mais tarde Santa Izabel de Portugal). Ele foi nomeado cavaleiro do reino pelo Rei D. Diniz e tornou-se Comendador da Ordem de Cristo e da Ordem de Santa Maria. Seu brasão de armas foi concedido por decreto real.

Os Bezerras no Brasil

Pernambuco foi a porta de entrada da família Bezerra no Brasil, em 1535. Os primeiros membros da família que aqui chegaram originavam-se de Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal, localizada ao norte do país. Antonio Martins Bezerra e sua esposa, Maria Martins Bezerra, chegaram à capitania acompanhando o primeiro donatário, Duarte Coelho. Seu filho, Domingos Bezerra Felpa Barbuda, foi o primeiro Senhor do Engenho São Pantaleão, da Várzea do Capibaribe, também conhecido como Engenho Monteiro.

Domingos Bezerra Felpa Barbuda é o patriarca do ramo Bezerra Monteiro e pai do patriarca do ramo Bezerra de Menezes, apesar de seu poder econômico, foi investigado pela Santo Oficio, sendo conhecido pelos contemporâneos como o velho judeu. Muitos membros de ramos diversos da família Bezerra acabaram condenados à morte pela Santa Inquisição.

De Pernambuco, os diversos ramos descendentes de Antonio Martins Bezerra espalharam-se por todo o Brasil. Destacam-se os Bezerra Monteiro e Bezerra Cavalcanti em Pernambuco, Bezerra do Vale em Pernambuco e no Ceará, os Bezerra de Araújo, de Sobral, no Ceará, Bezerra de Mello, de Pernambuco com ramificações no Rio de Janeiro, e os Bezerra de Menezes, ramo da família presente na Bahia, em Pernambuco, em Sergipe e, sobretudo, na cidade do Crato, no Ceará.

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Importante lembrar: Os sobrenomes são indícios, mas não determinam se você é ou não descendente de judeus sefarditas. Para comprovar esse vínculo, é realmente necessário um estudo genealógico.

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